Tormenta nas bolsas. Risco de pânico na China e Wall Street já regista perdas em junho

As duas bolsas chinesas acumulam perdas mensais superiores a 10% e surgem avisos em Pequim de alta probabilidade de pânico financeiro. Praça de Nova Iorque já está abaixo da linha de água em junho. Mercados da zona euro negoceiam hesitantes esta quinta-feira quando se inicia a cimeira europeia

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JORGE NASCIMENTO RODRIGUES

A tormenta assola as bolsas mundiais na ponta final de junho. O índice MSCI global registava no fecho de quarta-feira uma queda de 1,4% desde início do mês, com a pior sessão no dia 25 de junho. O mercado financeiro mais fustigado é a China.

A sessão desta quinta-feira encerrou mista na Ásia, com a maioria das bolsas em queda (incluindo as chinesas de Xangai e Shenzhen, com quebras de 1%), mas Tóquio, Hong Kong e Sydney fecharam com ganhos. As praças da zona euro abriram hesitantes no dia em que se inicia uma cimeira europeia. Lisboa e Paris estão em terreno positivo.

Junho está a ser um mês muito negativo sobretudo para os mercados emergentes, cujo índice MSCI respetivo acumula perdas de 6%. As duas bolsas chinesas lideram as quedas mensais com quedas acima de 10%. Em Pequim, um reputadothink tank criado pela Academia de Ciências Sociais avisou esta semana para a alta probabilidade de um “pânico financeiro” nos mercados financeiros chineses. Os analistas dizem que Xangai entrou num período de tendência descendente (bear market).

A América Latina é a região que mais sofre, com um recuo de quase 6% desde início de junho. O índice iBovespa de São Paulo é o mais castigado na região, com uma queda mensal superior a 7%. As praças da zona euro já acumulam uma perda mensal de 1,5% e as bolsas de Nova Iorque entraram, finalmente, no vermelho registando um recuo de 0,15% em junho, segundo o índice MSCI para os EUA. A contracorrente, o índice PSI 20, em Lisboa, ainda regista ganhos mensais, apesar de duas sessões com quedas acima de 1% a 15 e 21 de junho.

O risco de uma guerra comercial global e o seu impacto no andamento da retoma económica mundial assusta os investidores. Na União Europeia, a crise das migrações, a incerteza sobre a evolução política na Alemanha e em Itália, e o andamento das negociações para o Brexit dominam as preocupações dos mercados.

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