Chargeback, a “fraude amiga” e como evitá-la

Uma das maiores preocupações dos varejistas, principalmente no e-commerce, é encontrar maneiras e ferramentas para aumentar a conversão de suas vendas sem aumentar também os casos de fraude. Um dos grandes vilões responsáveis pela diminuição no índice de conversão dos estabelecimentos é o famoso chargeback, um termo em inglês amplamente utilizado no mercado para definir o ato de cancelar uma compra realizada através de um cartão de débito ou de crédito.

Dentro desse contexto, conversão e fraude são temas que precisam entrar em discussão, principalmente com o crescimento das compras virtuais. Segundo a Ebit, por meio do relatório Webshoppers, mais de 55 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra online em 2017. Isso representa um aumento de 15% se comparado a 2016. Ao todo, foram mais de 111,2 milhões de pedidos no período. A tendência de crescimento do e-commerce, principalmente com o fortalecimento do segmento de marketplaces que se coloca com cada vez mais robustez no mercado, é evidente.

Um dos principais motivos que levam o cliente a não reconhecer a compra e solicitar o chargeback é quanto existe roubo de dados ou utilização desses dados por terceiros. Outra situação que acontece com mais frequência do que imaginamos e que também pode levar o consumidor a solicitar o chargeback é a falta de informação ou de clareza da mensagem na fatura de cartão de crédito do consumidor que acaba por não reconhecer a compra feita. A esse tipo de chargeback damos o nome de “fraude amiga” e é um problema que pode ser facilmente contornado.

Para evitar a “fraude amiga” é importante que o nome da loja seja exibido na fatura do cartão da forma mais clara possível, citando a razão social ou o nome fantasia, facilitando o reconhecimento da compra pelo cliente. A ferramenta capaz de oferecer esse tipo de customização já é oferecida por algumas empresas de pagamentos e é conhecida como “soft descriptor”.

O movimento de crescimento das vendas para canal online continuará forte e sabemos que não existe uma fórmula que garanta em 100% fraudes em seu e-commerce, mas há como tomar decisões para que elas sejam reduzidas. Além da ferramenta conhecida como “soft descriptor”, existem outras soluções eficazes para te ajudar com isso, desde as que utilizam redes neurais até outras que utilizam técnicas de inteligência artificial para analisar as informações e autorizar a compra da maneira mais segura possível.

Para 2018, estima-se um crescimento no setor e que os compradores virtuais cheguem a mais de 60 milhões (Ebit), um número bastante expressivo para o período. Portanto, aquele velho ditado é mais do que nunca uma grande verdade: melhor prevenir que remediar. O que significa que os lojistas devem implementar toda e qualquer medida ao seu dispor para controlar suas taxas de fraude e chargeback.

http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/chargeback-a-fraude-amiga-e-como-evita-la/125722/

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