Fico: Analytics para além do mercado financeiro

Com forte presença em bancos, empresa norte-americana quer consolidar poder do seu software analítico em outros mercados

Guilherme Borini

Ontem às 10h43

Foto: Shutterstock

“Queremos que as pessoas saibam que atendemos qualquer negócio que lida com consumidores, não somente instituições financeiras” A frase de Will Lansing, CEO global da empresa de software analítico Fico – em entrevista à Computerworld Brasil -, resume o momento que a empresa norte-americana vive.

Negócios

 

Com uma base muito forte no mercado financeiro, a companhia busca diversificar negócios em outras verticais. No Brasil, por exemplo, fornece ferramentas de Analytics para todos os grandes bancos e, nos EUA, o Fico Score é utilizado em mais de 90% das decisões de crédito e se tornou padrão de mercado. Ainda, mais de três quartos dos 100 maiores bancos do mundo usam software da Fico para tomada de decisões.

Lansing define a principal habilidade da Fico como “decifrar comportamento de consumidores”. Não somente para bancos, mas também em setores como varejo, telecomunicações etc. “Sempre que tem um consumidor, nossa tecnologia é boa para prever a melhor forma como uma empresa deve interagir com clientes”, afirmou.

O modelo da plataforma Fico se resume em reunir dados de diversas fontes, aplicação de um poderoso Analytics para, então, prover informações para que o cliente tome decisões. “Nosso foco é conseguir atuar em qualquer empresa B2C.”

A empresa está alinhada com um objetivo claro: fazer análises preditivas, prescritivas e acionáveis. Isso significa conectar e automatizar o uso de recursos analíticos diretamente nos negócios para gerar resultados tangíveis. Esses recursos podem funcionar em áreas como: cibersegurança e fraudes; jornada e experiência do cliente; serviços financeiros e de crédito; bem como otimização da produção, supply chain, logística e transportes.

A questão, segundo Lansing, é que a propriedade intelectual da empresa é muito maior do que a força de vendas – ou seja, o foco maior sempre foi no desenvolvimento de tecnologias do que na estratégia de go-to-market. “Não somos tão bem conhecidos como deveríamos”, admitiu.

“Investimos muito em produtos. Sempre pensamos: ‘vamos fazer o melhor produto de todos e depois..devemos contratar pessoas para vender?”, lembrou.

Cyber Score

Parte da estratégia de diversificação de mercados se resume ao lançamento do Enterprise Security Score (ESS), ferramenta que fornece a empresas, gratuitamente, informações sobre o nível de ameaça cibernética que estão expostas. Mais do que avaliar o próprio negócio, é possível checar as vulnerabilidades de concorrentes, por exemplo.

Lansing diz que se trata de um mercado com poucos players a nível mundial, o que abre novas oportunidades para a Fico se consolidar no novo mercado de avaliação de riscos de segurança cibernética. “É o que definimos como consumerização do nosso software”, definiu.

O ESS se baseia em bilhões de indicadores de riscos cibernéticos, que são monitorados na escala da internet. A ferramenta usa machine learning para interpretar as práticas de limpeza da rede de milhares de organizações previamente violadas e formar preditivos que amplificam os comportamentos e sinais que comprovadamente aumentam o risco de perda de dados. Com a solução, empresas podem visualizar seu próprio score de três dígitos, em uma escala de 300 a 850, e usá-lo para entender e controlar seu próprio desempenho. A pontuação também pode ser compartilhada com parceiros de negócios, como um conceito mais fácil de entender para uma troca mais detalhada da postura de segurança.

Fico: Analytics para além do mercado financeiro

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