Gestão de risco na atividade empresarial

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Você já avaliou os riscos da sua atividade empresarial? No contexto empresarial, o risco faz parte de toda atividade, sendo comum sua avaliação com base na experiência do gestor de cada projeto. No entanto, nos últimos anos, após escândalos contábeis, fraudes, crises financeiras e atos terroristas em diversas partes do mundo, a gestão de risco ganhou maior visibilidade. É comum (e errado) tratar as expressões “riscos e incertezas” como sinônimas. A primeira é passível de identificação, permitindo calcular sua ocorrência, enquanto a segunda é composta por variáveis exógenas e desconhecidas, impossibilitando mensurar seus impactos. A chamada gestão de riscos mostra-se como estratégia para conhecer a si próprio, para conhecer o concorrente e o mercado e, por fim, para vencer as batalhas: ela reduz custo, melhora os processos e cria valor à instituição. Espelhados nas diretrizes pré-fixadas pela ISO31000, os manuais de melhores práticas nacionais costumam segmentar os riscos da atividade empresarial da seguinte forma: (I) financeiro, (II) ambiental, (III) social, (IV) tecnológico e (V) conformidade. Além destes elementos, é preciso considerar o risco reputacional, que é aquele vinculado à imagem da empresa, constantemente avaliada pelo público e de onde podem surgir riscos mais agressivos. A avaliação dos riscos obriga as empresas a conhecerem as próprias deficiências para então minimizarem os resultados indesejáveis. O desafio, no entanto, é identificá-los. Não se trata de uma receita de bolo, já que cada atividade empresarial apresenta suas peculiaridades e riscos específicos. O primeiro passo é verificar a finalidade que a empresa busca – respeitando seus atos constitutivos – e estabelecer um planejamento para alcançar o objetivo, com prazos e ações bem definidos. É neste momento que surge a necessidade de tomar conhecimento das variáveis que podem afetar o planejamento, antecipando o maior número de obstáculos, definidos como risco. Conhecendo os riscos por antecipação, se estabelecem estratégias que orientarão a gestão do negócio. Quando o risco é mal administrado, há grandes possibilidades de encarecer a operação, gerar custos financeiros, diminuir as margens, tirar a eficiência e manchar a reputação da empresa. Exemplos de questões relevantes a serem avaliadas são: (I) aumento do preço dos insumos, (II) concentração de clientes e fornecedores, (III) falha na implementação de novas tecnologias, (IV) mudanças regulatórias, (V) mudanças na legislação, (VI) lei anticorrupção e ajustes de compliance. A gestão de riscos, após implementada, indica o grau de profissionalismo na condução e liderança de uma empresa ou organização. No Brasil é de conhecimento popular o alto percentual de empresas que fecham as portas em um período médio de dois anos, da sua criação. Algumas obtêm sucesso e crescimento devido à peculiaridade do mercado e genialidade inata de alguns empreendedores, mas crescem de modo desordenado, ficando excessivamente expostas, quando poderiam ao menos ter a parcela de riscos reduzida com uma gestão efetiva. Embora a prevenção prepare as organizações para momentos de instabilidade, ainda se nota certa resistência em sua implantação no dia a dia. A falta de uma cultura de planejamento e gestão de riscos ainda é uma barreira a ser vencida. Advogada da Fadanelli Advogados – Jornal do Comércio

(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cadernos/empresas_e_negocios/2019/05/685932-gestao-de-risco-na-atividade-empresarial.html)

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