Conheça as três novas tendências da Gestão de Riscos

A área de Gestão de Riscos vem sofrendo influências de três grandes fatores. Eles são o risco financeiro ligado à pandemia, os efeitos que serão gerados pela nova lei de proteção de dados e o crescimento da preocupação com Compliance a partir da Lei Anticorrupção. A análise é do especialista em riscos, Nelson Ricardo Fernandes Silva, do Portal da Gestão de Riscos.

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Segundo ele, os efeitos da crise financeira deflagrada pela pandemia de Covid-19 elevou o risco de liquidez de grande parte das empresas. Com menos dinheiro em caixa, uma tendência crescente vem sendo cortar recursos que antes eram destinados para processos de transferência de risco – como seguros e hedge.

Fernandes Silva afirma que esse tipo de atitude pode quebrar a companhia. “Isso acaba agravando demais os riscos dela”, diz.

Isso pode acontecer porque as empresas, em condições normais, já não têm como suportar determinados riscos e por isso precisam transferi-los. Uma companhia do setor do petróleo teria dificuldades, por exemplo, de suportar sozinha as consequências de um acidente de grandes proporções em um plataforma – e por isso recorre ao uso de seguros.

Se um risco que tem pouca probabilidade de ocorrer, mas gera grande impacto, se concretizar em um cenário em que o processo de transferência de risco tiver sido cortado “aí que de jeito nenhum a empresa vai ter capacidade de absorver”, afirma.

O analista aponta ainda para os novos riscos gerados pela entrada em vigor em setembro de 2020 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Um vazamento de dados de clientes provocado por um ataque de hacker, por exemplo, que antes era considerado um risco menor, pode agora comprometer toda a operação de uma empresa, especialmente no caso das operações menores.

A terceira tendência, segundo Fernandes Silva, diz respeito ao setor de Compliance. Com a Lei Anticorrupção, se empresas ou seus colaboradores forem flagrados subornando ou fornecendo vantagens indevidas a agentes públicos, podem ser condenadas a pagar multas de grandes proporções – que podem chegar a 20% do faturamento total do grupo  inviabilizar alguns negócios.

Veja no vídeo acima a análise completa de Fernandes Silva.

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