Pesquisa TGI foca na participação das mulheres na gestão de empresas familiares

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Seja pela informalidade ou pelo excesso de indefinições, manter negócios em família é um grande desafio. A falta de planejamento estratégico e de experiência para assumir determinados cargos, por exemplo, são alguns fatores que culminam na ruptura de estruturas familiares de negócios. E é justamente para conhecer as famílias empresárias e saber como elas estão administrando os próprios negócios, que a TGI Consultoria e Gestão realiza a III edição da pesquisa sobre Governança Corporativa nas Empresas Familiares Pernambucanas, com foco na participação das mulheres na gestão. O questionário pode ser respondido por empresários, herdeiros, sucessores e executivos no endereço empresafamiliar.tgi.com.br.

O resultado da sondagem será apresentado durante o evento Empresa Familiar Competitiva 2018 – A Mulher na Gestão e na Governança da Empresa Familiar no próximo dia 26 de outubro no Mar Hotel, em Boa Viagem. Na ocasião também serão expostoscasos reais de empresas que estão investindo na governança corporativa, uma realidade que tem se aproximado cada vez das famílias.

“Já ouvi de uma profissional que estava se preparando para ocupar uma posição de liderança que o pai só lhe deu oportunidade porque o irmão não quis trabalhar com ele. O tema está em alta e precisa ser explorado. O discurso é que não há preconceito nem discriminação, mas precisamos ver na prática a relação entre familiares homens e mulheres em posições estratégicas, bem como seus diferenciais competitivos. São dados que vão dizer se em Pernambuco o discurso e a prática são condizentes”, ressalta Georgina Santos, sócia-consultora da TGI.

Outra abordagem que será feita com o resultado da pesquisa é mostrar a dificuldade que empresas de família encontram quando decidem seguir no negócio, sem delegar obrigações individuais nem deixar claras regras que devem ser seguidas entre os componentes do negócio. “Mostrar as responsabilidades de cada um faz uma grande diferença para o negócio. Não é pelo fato de a empresa ser da família, que tudo pode. Para ser competitiva por gerações uma empresa familiar precisa ter um modelo de governança e os familiares resistem em sentar para conversar sobre os negócios e acompanhar a estratégia traçada, muito por receio que os conflitos aumentem”, esclarece Georgina.

A respeito das desavenças de gerações por causa de ferramentas digitais, a consultora destaca que mesmo antes de todo o ‘boom’ tecnológico, os conflitos já existiam. A questão está na forma como essas gerações se relacionam. “Muito jovens querem chegar já mudando tudo e muito rapidamente, desconsiderando o conhecimento, a experiência e a história construída pelos familiares. As ideias de inovações precisam ser  desenvolvidas ponderando as posições das duas gerações”, opina.

A pesquisa pretende ouvir mais de 200 pessoas. O resultado será transformado em artigos com orientações que serão debatidas durante o evento dedicado às empresas familiares pernambucanas, em outubro. “Quando o tema é empresa familiar as soluções são muito singulares, não dá para seguir regras nem modelos de livros. A pesquisa é uma forma de conhecer, na prática, o que as famílias empresárias estão fazendo em relação à governança. Vamos discutir junto com elas os resultados da pesquisa, no evento em outubro”, ressalta a consultora.

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