Portugal tenta combater grande incêndio florestal no sul do país

44 pessoas ficaram feridas. Último sábado foi o dia mais quente dos últimos 18 anos no país.


Por G1

 

Os serviços de emergência de Portugal lutam contra um grande incêndio na região do Algarve, costa sul do país, que já deixou 44 feridos e provocou a saída de moradores de cinco cidades. A Europa enfrenta uma onda de calor. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o último sábado foi o dia mais quente dos últimos 18 anos no país. Os termômetros chegaram a marcar 46,8ºC.

O incêndio foi declarado há quatro dias e continua ativo com duas frentes, uma na área de Caldas de Monchique e outra em direção a São Marcos da Serra. O Algarve é uma região turística cujas praias são muito populares entre os turistas europeus.

Durante a última noite, foram desalojados os habitantes das cidades de Caldas de Monchique, Rasmalho, Monchicão, Barranco do Banho e Montinho, como medida preventiva.

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No total, 44 pessoas precisaram receber atendimento médico, segundo explicou um porta-voz da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) de Portugal, Sergio Gomes. Dentre eles, 13 são civis e 31, agentes. Uma mulher de 72 anos teve que ser transferida até um hospital de Lisboa com ferimentos graves.

Mais de 1,1 mil bombeiros, 343 veículos de extinção e nove veículos de meios aéreos trabalham para combater as chamas.

O ano passado foi o pior ano de incêndios no país, que deixaram 114 mortos.

Onda de calor

Os termômetros da Europa marcaram temperaturas bastante acima da média neste fim de semana. A onda de calor, causada por uma massa de ar seco soprada do norte da África, só deve se dissipar a partir de quinta-feira.

Na semana passada, duas pessoas morreram devido ao calor intenso na Espanha. Autoridades espanholas disseram que um operário nigeriano de 40 anos morreu ao trabalhar nas obras de uma rodovia perto de Múrcia, no sul da Espanha. A outra vítima foi um aposentado de 78 que cuidava de uma horta na mesma cidade.

Na França, a empresa nacional francesa de eletricidade (EDF) decidiu desativar alguns dos reatores nucleares para evitar o aquecimento do rio Rhône, cuja água é usada para o resfriamento dos aparelhos.

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