Profissionais de RH devem deixar tarefas do dia a dia e pensar em estratégia

Como diminuir o risco de perder capital intelectual nas empresas? Para o consultor e especialista em recursos humanos Valter Bonani, a resposta é procurar profissionais alinhados com a cultura organizacional predominante da empresa. Outro caminho é pensar duas vezes antes de substituir um funcionário muito antigo.

Segundo Bonani, os profissionais mais jovens tendem a ficar cada vez menos tempo nas empresas. E muitas vezes eles vão embora porque a cultura organizacional do empregador não muda com a velocidade que o mercado exige.

Por outro lado, o grande fluxo de novos profissionais acaba influenciando a cultura da empresa, que acaba mudando. Segundo ele, a melhor opção é identificar os aspectos predominantes da cultura organizacional e buscar novos profissionais que já estejam alinhados com ela.

Mas ele alerta: isso não significa demitir os profissionais que já estão há muito tempo na organização. “Cuidado com perdas na substituição. A pessoa tem muito tempo de empresa, ela já não rende mais ou está desatualizada… Muito cuidado com essa observação muito superficial e rasteira. O capital intelectual é umas das principais coisas que você deve preservar”, disse.

Mas como o profissional de RH consegue alcançar esse equilíbrio?

Fortalecimento de cultura organizacional e manutenção do capital intelectual de uma empresa são ações estratégicas. Mas, segundo Bonani, é muito comum que elas fiquem em segundo plano porque o dia a dia da empresa acaba “engolindo” os profissionais de RH.

As soluções mais indicadas para o problema são destacar um grupo de profissionais para tratar só desses temas por um período de tempo, em uma ação de “interm management”, ou contratar uma consultoria externa para tratar a questão.

Assista a entrevista completa de Bonani ao analista de risco Nélson Ricardo Fernandes.

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