Roubo de cargas ajudava traficantes a comprar armas em Itaboraí

Operação Caminho Curto cumpriu, até as 11h, 10 dos 27 mandados de prisão no Complexo das Retas.


Por Cristina Boeckel, G1 Rio

 

Armas apreendidas na Operação Caminho Curto (Foto: Divulgação/PF)

Armas apreendidas na Operação Caminho Curto (Foto: Divulgação/PF)

As investigações da Polícia Federal que ajudaram a desmantelar uma quadrilha de roubo de cargas na manhã desta sexta-feira (13) em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, mostraram que a prática era uma maneira de reforçar o poder dos criminosos no Complexo das Retas.

Até as 11h, agentes cumpriram dez dos 27 mandados de prisão. Entre o material apreendido estão armas e pelo menos 15 kg de entorpecentes.

“O tráfico também conta com o roubo de cargas para fazer caixa e pagar despesas operacionais”, ressaltou Enrico Zambrotti, delegado-chefe de operações da Polícia Federal em Niterói, que cuida de 14 municípios.

Ele usou como exemplo um carregamento de R$ 300 mil que seria usado para a compra de pistolas Glock, semelhantes às usadas pela própria PF.

Segundo Wanderson Pinheiro, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Niterói, a cidade de Itaboraí possui uma grande malha rodoviária, que favorece o escoamento do material roubado. A investigação sobre como atuava a quadrilha levou seis meses.

“O roubo de cargas acabou se transformando em uma das principais fontes de renda do tráfico”, explicou Pinheiro.

Um dos presos é Lidomar de Oliveira Brant, o Dodô, que já estava no complexo penitenciário de Gericinó. A PF suspeita que ele comandasse a quadrilha de dentro da prisão.

“A gente acredita que grande parte da carga tenha sido absorvida por pequenos comerciantes e donos de mercado na Região dos Lagos”, destacou Zambrotti.

Operação Caminho Curto apreendeu 15 kg de drogas (Foto: Divulgação/PF)

Operação Caminho Curto apreendeu 15 kg de drogas (Foto: Divulgação/PF)

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